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Cursos CRIA

Datas

17 a 21 junho 2024

Inscrições até

Até 31 maio 2023

Local

Colégio Almada Negreiros (NOVA FCSH, Campus de Campolide)

Horário

10:00 - 18:00


Apresentação

Público Alvo

Agentes culturais, técnicos municipais, público em geral

Objetivos

Em 2003, a UNESCO aprovou a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, referente aos bens culturais imateriais, e elementos materiais e naturais associados, que são expressivos de identidades e memórias coletivas de grupos e comunidades. Enquanto os processos de inventariação e registo deste património têm sido cada vez mais discutidos e aplicados em Portugal, as dinâmicas associadas à sua salvaguarda, valorização e divulgação sustentáveis carecem de um maior reconhecimento e aprofundamento teórico-prático.
Acreditado pela UNESCO no âmbito da Convenção para a Salvaguarda do Património Imaterial e com ampla experiência na investigação e promoção desta área, o Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) convida agentes culturais, técnicos municipais, empreendedores e demais interessados à inscrição no curso “Salvaguarda, valorização e divulgação do Património Cultural Imaterial: 20 anos da Convenção da UNESCO”. Do fomento dos meios de transmissão à mercadorização dos bens culturais, passando por diversas valências da museologia, o curso atende aos princípios da Convenção no seu reconhecimento dos grupos e comunidades como atores privilegiados nas práticas de conhecimento e de divulgação do seu património.

Programa

SEGUNDA-FEIRA | 17 JUNHO 

10h00 > 13h00

Cultura e património: a salvaguarda em questão | Marta Prista

A salvaguarda como prática de conhecimento, transmissão e valorização do património cultural imaterial é preocupação central da Convenção de 2003. Partindo de uma introdução histórica e crítica aos conceitos de património e cultura, este módulo propõe uma discussão sobre o que é ou pode ser a salvaguarda, o quê se salvaguarda, por quem e para quem, e como impacta nas práticas e conceções das comunidades, grupos e indivíduos que fazem o património. 

14h30 > 16h00 

Salvaguarda do Património Cultural Imaterial em Portugal: o caso da candidatura do Fado à Lista Representativa da UNESCO | Rita Jerónimo 

Percurso da salvaguarda do Património Cultural Imaterial em Portugal. O inventário nacional do PCI como instrumento de salvaguarda: controvérsias e paradoxos. Da marginalidade ao consenso nacional: processo de patrimonialização do Fado, a candidatura do Fado à Lista representativa do PCI da humanidade, história dum percurso, antecedentes, envolvimento da comunidade e plano de salvaguarda.

16h30 > 18h00

Dez anos de Dieta Mediterrânica enquanto património cultural imaterial: balanço e perspetivas | Joana Lucas 

Neste módulo, a partir de um balanço dos dez anos da “Dieta Mediterrânica” enquanto património cultural da humanidade centrado em estudos de caso realizados em Portugal e Marrocos, pretende-se avaliar os impactos desta classificação nos dois territórios, bem como as transformações operadas ao nível das práticas e consumos alimentares. Pretende-se ainda pensar de que forma as narrativas associadas à “Dieta Mediterrânica” podem ser projetadas num futuro próximo.


TERÇA-FEIRA | 18 JUNHO 

10h00 > 11h30

Avanços e impasses na transmissão de conhecimentos associados ao património | Hellington Vieira 

A partir da pesquisa de campo realizada no âmbito da tese de doutoramento intitulada "A Resistência do Solo - Diálogos e narrativas da terra no Alto Alentejo", pretende-se apresentar uma reflexão sobre como a busca da imaginação baseada no registo etnográfico pode contribuir para os diálogos sobre a preservação e a continuidade de conhecimentos associados ao património, de modo que as práticas e os incentivos não sejam baseados sobretudo em interesses económicos e políticos. Trata-se também de pensar um futuro mais democrático para os caminhos do património no qual as possibilidades de ação possam superar as probabilidades.

11h30 > 13h00 

Transmissão de geração em geração: a questão da imagem social | Júlio Sá Rego

PCI refere-se a uma manifestação viva. Sua continuidade está subordinada aos processos comunitários de transmissão de geração em geração, sejam eles orais, escritos, formais ou informais. Certas manifestações, contudo, enfrentam estigmas sociais que levam a juventude a se afastar de suas práticas culturais. Esse módulo aborda a questão da imagem social como ameaça à salvaguarda e formas de resistência a partir de estudos de caso em Moçambique e Portugal.

14h30 > 16h00 

Desafios na (re)apropriação e restituição de património | Emiliano Dantas 

O património colonial, enquanto imagem ou obra de arte, seria passível de ser reescrito, (re)significado ou (re)apropriado como uma mudança de narrativa? Esta indagação envolve ações políticas, artevismo, disputa narrativa e controle epistémico do Outro. A partir de casos ocorridos recentemente, observamos como o património colonial vem sendo problematizado estética e eticamente, tanto na Europa como nas ex-colónias.

16h30 > 18h00

Museus, coleções e restituição | Rodrigo Lacerda 

Os museus e coleções etnográficas na Europa enfrentam diversos desafios em relação à sua construção epistemológica e política, bem como sua relevância para as sociedades contemporâneas. Simultaneamente, estas coleções, constituídas por objetos, artefactos audiovisuais e conhecimentos associados, têm atraído cada vez mais interesse das comunidades de origem e suas diásporas, destacando o potencial dos processos de restituição, especialmente os digitais ou virtuais, como meios para criar novas relações entre instituições, comunidades de origem e a sociedade em geral. Este módulo propõe uma abordagem que considera as restituições digitais não como o fim de um processo, mas como catalisadores de experimentação, reconfiguração e atualização museológica e como dispositivos de afirmação e reconstrução identitária e cultural de grupos sociais, tanto em Portugal, como noutros contextos.


QUARTA-FEIRA | 19 JUNHO 

10h00 > 11h30

Do terreno ao museu: Diálogos (im)perfeitos entre o património vivo e o objeto museológico | Ana Saraiva 

A partir de pontos de contacto entre expressões de património imaterial - no terreno - e objetos patrimonializados - no museu - exploram-se modos de fazer a “biografia do objeto”, o discurso expositivo e a prática da mediação, em co-criação com cidadãos e comunidades implicados na salvaguarda destes patrimónios.

11h30 > 13h00 

Complexidade e multivocalidade: o património cultural imaterial das comunidades migrantes no espaço do museu | Inês Lourenço 

O património imaterial das populações migrantes permite dar voz à heterogeneidade e à pluralidade das suas referências identitárias e culturais. Pretende-se refletir sobre o uso de metodologias colaborativas e inclusivas nas práticas expositivas do património migrante e do seu contributo para novas leituras e interpretações.

14h30 > 18h00 

Mural 48 artistas, 48 anos de liberdade | Sónia Almeida, Marta Prista e Constança Arouca 

Visita comentada 

 

QUINTA-FEIRA | 20 JUNHO 

10h00 > 11h30

Arquivos etnográficos: usos e potencialidades | Rita Ávila Cachado 

Neste módulo será abordado o conceito de arquivo etnográfico, usos atuais (nacional e internacionalmente) e potenciais utilizações. Debateremos ainda sobre a consciencialização da importância da salvaguarda dos materiais etnográficos.

11h30 > 13h00 

Os arquivos etnográficos e a (re)invenção das imagens | Márcia Mansur

Se, por um lado, a documentação é um dos principais eixos das ações de salvaguarda do património cultural imaterial, retomar o arquivo, por outro, é um ato estético e político da potência do devir. Nesta sessão, a partir do entrelaçamento da teoria cinematográfica e da filosofia da imagem, examinaremos os paradoxos da preservação. Tópicos incluem: o filme e o corpo como arquivos; imagem-tempo, montagem e extracampo; património cultural intangível e as materialidades da imagem; preservação do património e sobrevivência em imagens. 

14h30 > 16h00 

Valorização e mercadorização do património cultural imaterial | Mariana Silva 

A linguagem do PCI já ultrapassou as fronteiras definidas pela UNESCO. A partir de alguns exemplos de processos de patrimonialização de indústrias tradicionais (como os lápis e o calçado), pretendemos olhar para circulações e contaminações entre o universo do património, os modos de mercadorização contemporâneos e as dimensões imateriais do consumo.

16h30 > 18h00

A alimentação como Património Cultural Imaterial: debates e críticas| Inês Mestre 

Neste módulo são abordados, a partir de estudos de caso, alguns debates e críticas sobre a patrimonialização alimentar, nomeadamente na área do Património Cultural Imaterial. Temas como mercantilização, propriedade e circulação da cultura serão trazidos à discussão.


SEXTA-FEIRA | 21 JUNHO 

10h00 > 11h30

Reaproximações entre património, natureza e cultura | Catarina Leal 

A luta contra o petróleo no Algarve, travada até 2018, foi protagonizada por diferentes movimentos sociais que evocaram argumentos patrimonialistas para a defesa daquele território. A partir deste caso específico, propõe-se que os participantes deste módulo reflitam sobre a maleabilidade do conceito de património e sobre os seus usos políticos.

11h30 > 13h00 

Diálogos com o ‘Mar Azul’ da Ericeira| Vera Azevedo  

Através da perspetiva de surfistas e pescadores da Ericeira, observamos as tensões espoletadas por um projeto global que obedece a critérios ecológicos de preservação da natureza, o qual esteve na génese da Reserva Mundial de Surf, e as políticas públicas com vista ao desenvolvimento económico local em torno do património marítimo.

14h30 > 18h00 

Workshop Medidas de salvaguarda, valorização e promoção do PCI | Júlio Sá Rego 

A salvaguarda do PCI é a principal finalidade da Convenção de 2003. Classificações e listas são mais consideradas como vitrines da diversidade do PCI e compromissos com sua salvaguarda, enquanto o processo de inventário é erigido em principal instrumento de ação. A partir de processos concretos de inventário, esse workshop ambiciona dotar os participantes de ferramentas para desenhar estratégias concretas e efetivas de salvaguarda do PCI. 

 

pausa para café prevista às 16h exceto na quarta-feira 

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Cursos concluídos

Datas

16 a 23 setembro 2021

Inscrições até

Até 07 setembro 2021

Local

Laboratório Audiovisual do CRIA - ISCTE

Horário

18h00 - 22h00


Apresentação

Público Alvo

Pesquisadoras/es, estudantes, antropólogas/os, profissionais das Ciências Sociais e Humanas, profissionais da comunicação e interessadas/os em geral.

Sobre o curso

O curso tem como objetivo realizar atividades teóricas e metodológicas que permitem às pessoas ler, com e pela imagem, o mundo que habitam, acessando os seus pontos de vista. Intitulada de Círculo Cultural, esta experiência antropológica estrutura-se na produção de conhecimento compartilhado com as pessoas, em interações e trocas, no movimento dialético e de atenção para as imagens.

O Círculo Cultural é baseado na conceção de educação de Paulo Freire e na visão ecológica do mundo de Tim Ingold; funciona como uma atividade interdisciplinar e pode ser feita em diferentes áreas das Ciências Sociais e Humanas.

Os estudantes do curso terão introdução teórica e farão exercícios práticos para desenvolver os seus Círculos.

Docência Emiliano Dantas (CRIA-ISCTE) | Filipe Marcelo Reis (CRIA-ISCTE) 

Valor 70 euros (geral) | 60 euros (membros do CRIA)

Objetivos
  • Capacitar os participantes na pesquisa compartilhada com e por imagens (fotografia e desenho)
  • Apresentar uma proposta de construção de conhecimento em que as  pessoas são autoras das suas histórias, dos seus pontos de vista; Utilizar a imagem como leitura e escrita do mundo.
Programa

O curso combina sessões de aulas presenciais em local aberto, no pátio da  Universidade, com atividades práticas coletivas. Entre a segunda e a terceira aula, será feito um exercício, seguido de comentários e discussão pelo grupo. 

  • Breve introdução à educação de Paulo Freire, à visão ecológica de Tim  Ingold, à imagem como um rizoma.
  • A imagem como leitura (palavraimagem) e a imagem como reescrita (imagensmundo) do mundo.
  • O Círculo Cultural  como proposta teórica e metodológica de produção de conhecimento com as pessoas. 

 

  • 16 SET  | Aula 1 | 18h-22h  
    O uso da fotografia na pesquisa científica e a narrativa visual.  
  • 07 SET | Aula 2 | 18h-22h
    Breve introdução ao pensamento de Paulo Freire e Tim Ingold. O Círculo  Cultural, seu funcionamento, como se estrutura e sua aplicação. 
  • 23 SET | Aula 3 |18h-22h
    Apresentação dos Círculos Culturais realizados pelos estudantes,  discussão coletiva dos trabalhos e encerramento com avaliação. 
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Datas

30 setembro a 7 outubro 2021

Inscrições até

Até 22 setembro 2021

Local

online, via Zoom

Horário

18h00 - 22h00


Apresentação

Público Alvo

Pesquisadoras/es, estudantes, antropólogas/os, profissionais das Ciências Sociais e Humanas, profissionais da comunicação e interessadas/os em geral.

Sobre o curso

O curso tem como objetivo realizar atividades teóricas e metodológicas que permitem às pessoas ler, com e pela imagem, o mundo que habitam, acessando os seus pontos de vista. Intitulada de Círculo Cultural, esta experiência antropológica estrutura-se na produção de conhecimento compartilhado com as pessoas, em interações e trocas, no movimento dialético e de atenção para as imagens.

O Círculo Cultural é baseado na conceção de educação de Paulo Freire e na visão ecológica do mundo de Tim Ingold; funciona como uma atividade interdisciplinar e pode ser feita em diferentes áreas das Ciências Sociais e Humanas.

Os estudantes do curso terão introdução teórica e farão exercícios práticos para desenvolver os seus Círculos.

Docência Emiliano Dantas (CRIA-ISCTE) | Filipe Marcelo Reis (CRIA-ISCTE) 

Valor 70 euros (geral) | 60 euros (membros do CRIA)

Objetivos
  • Capacitar os participantes na pesquisa compartilhada com e por imagens (fotografia e desenho)
  • Apresentar uma proposta de construção de conhecimento em que as  pessoas são autoras das suas histórias, dos seus pontos de vista; Utilizar a imagem como leitura e escrita do mundo.
Programa

O curso combina sessões de aulas síncronas com atividades práticas coletivas. Além de um exercício para ser feito entre a segunda e a terceira aula, que será comentado e discutido pelo grupo. 

  • Breve introdução à educação de Paulo Freire, à visão ecológica de Tim  Ingold, à imagem como um rizoma.
  • A imagem como leitura (palavraimagem) e a imagem como reescrita (imagensmundo) do mundo.
  • O Círculo Cultural  como proposta teórica e metodológica de produção de conhecimento com as pessoas. 
     
  • 30 SET  | Aula 1 | 18h-22h  
    O uso da fotografia na pesquisa científica e a narrativa visual. 
  • 01 OUT | Aula 2 | 18h-22h
    Breve introdução ao pensamento de Paulo Freire e Tim Ingold. O Círculo  Cultural, seu funcionamento, como se estrutura e sua aplicação.
  • 07 OUT  | Aula 3 | 18h-22h
    Apresentação dos Círculos Culturais realizados pelos estudantes,  discussão coletiva dos trabalhos e encerramento com avaliação. 
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Datas

18 outubro a 25 novembro 2021

Inscrições até

Até 13 outubro 2021

Local

NOVA FCSH - Colégio Almada Negreiros (Campus de Campolide)

Horário

segundas, terças e quintas, das 18:00 às 20:00


Apresentação

Público Alvo

Estudantes de ciências sociais, arquitetura e arte, público em geral

Objetivos

O curso inquire sobre as relações entre arte, religião e sociedade a partir de uma perspectiva multidisciplinar. O seu objetivo não é o de estabelecer uma elucidação “analítica” e “teórica” do conteúdo dessas noções ou da natureza da relação entre os “domínios” ou “fenómenos” que circunscrevem. Procura-se antes compreendê-las a partir do modo como a sua articulação define formas históricas e culturais plurais de constituição dos planos de partilha intersubjetiva que estão na base do que chamamos de comunidade, povo, nação ou tradição. Para o fazer organiza-se em três módulos que focam a história da arte do ocidente; as raízes metafísicas e os percursos históricos da reflexão sobre a definição e função religiosa e secular da arte; e, por último, os rumos e cruzamentos das perspectivas da fenomenologia e da interrogação antropológica, histórica e filosófica sobre arte.

Docentes: João Borges, Ricardo Santos Alexandre, Guilherme Figueiredo e Filipe Verde

Valor da Inscrição: 140€ | 80€ (membros do CRIA e estudantes, mediante comprovativo)

Os cancelamentos de inscrição ou pedidos de devolução só poderão ser feitos até ao dia 13 de outubro. O CRIA retém uma taxa de 10% nas devoluções de inscrições.

Programa

Módulo 1 - História da Arte Ocidental

  • As primeiras ‘grandes’ civilizações: Egipto, Grécia, Roma - sistemas religiosos e arte
  • A emergência da arte Paleocristã, Bizâncio e o Renascimento Carolíngeo
  • A consolidação do sistema feudal e a arte da Alta Idade Média (Românico, Gótico, Mudejar)
  • Renascimento e Maneirismo, do humanismo à reforma protestante
  • A arte Barroca entre a Contra-Reforma e o ‘petit-genre’ popular
  • O Rococó e o colapso da sociedade aristocrática
  • Voltaire e Jacques-Louis David, as primeiras revoluções burguesas
  • Romantismo - Inglaterra, Alemanha e França
  • O drama doméstico: o caso de Ibsen
  • Decadência e revivalismo: a arte ultra-romântica da era Vitoriana
  • Realismo e expressão: o surgimento da fotografia, a obra de J.W. Turner
  • As primeiras correntes modernistas (fauvismo, cubismo, expressionismo, surrealismo)
  • O cinema como nova forma de arte (e de propaganda)
  • O papel da cultura ‘pop’ nos pós-2ª Guerra Mundial
  • Os novos meios e a arte conceptual
  • O papel da cultura ‘pop’ na atualidade

 

Módulo 2 - Arte e Filosofia

  • Concepções de arte na Antiguidade Egípcia e Grega - techne e poiesis
  • A “Ideia” e o “Belo” em Platão, Aristóteles, Estóicos e Neoplatonistas
  • Concepções de arte na Idade Média
  • Teoria da arte no Renascimento - a naturalização do pensamento sobre arte
  • Teoria da arte no Iluminismo e no Romantismo - aparecimento da estética - Burke, Kant, Schiller
  • Teoria da arte no séc. XX - Crítica da estética - Heidegger e Dewey
  • Religião, arte e as formas do divino
  • O símbolo para além da representação: presença e participação
  • Mircea Eliade - entre a religião e a arte
  • Teofania e Hierofania - a tangibilidade do divino
  • Espaço sagrado e o centro do mundo

 

Módulo 3 - Arte/Imagem, Religião e Sociedade

  • A tradição das tradições: Atenas e Jerusalém em A Escola de Atenas e A Disputa do Sacramento - Rafael
  • Modernidade e desencantamento - Moby Dick, de Herman Melville
  • A arte tem, ou teve?, uma história. De Hegel a Nietzsche, Heidegger e Gadamer: a crítica da estética e a promessa da
  • superação da metafísica da subjetividade
  • Arte/Imagem e Religião - entre Iconoclastia e Consagração
  • Arte e Ontologia - o Templo Grego, todos os Templos, o que é um Templo
  • Arte, Ritual e Sociedade - lugar, temporalidade e a formação do “nós”
  • Religiões seculares, arte e propaganda - O Triunfo da Vontade, de Leni Riefenstahl; O Couraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein
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Datas

6 a 10 março 2023

Local

Laboratório de Audiovisuais do CRIA (Iscte) – sala AA 126

Horário

17:30 - 20:30


Apresentação

Público Alvo

Destinado a investigadores e estudantes que usem ou queiram desenvolver e aprofundar estratégias de pesquisa etnográficas.

Nº de participantes: mínimo 8 / máximo 20 

Inscrição no curso deve ser acompanhada breve bio/cv e breve justificativa de interesse no curso enviada para o e-mail: paulo.raposo@iscte-iul.pt  

Objetivos

A etnografia é, talvez, o centro nevrálgico do empreendimento antropológico e, para muitos de nós, marca distintiva, ainda que não consensual, da disciplina. Ao retomar questões teórico-metodológicas centrais relacionadas à etnografia, este curso se direciona a pensar a prática etnográfica como experimentação e apontar caminhos possíveis e criativos para sua realização.

Programa

Dia 01 – Sobre começos (06/03 de 17h30 às 20h30)

Etnografia modernista. Etnografia como método. Etnografia como prática e experiência. Etnografia como teoria.

Dia 2 – Deslocamentos etnográficos (07/03 de 17h30 às 20h30)

Etnografia e pós-modernismo. Etnografia como texto. Epistemologia da produção etnográfica. Etnografia como afetação. Etnografia como montagem.

Dia 3 – Etnografia e multimodalidade (08/03 de 17h30 às 20h30)

Experimentação na prática etnográfica. Etnografia, imagem e som. Aproximação entre arte e antropologia do ponto de vista de seus fazeres. Narrativa transmídia e antropologia multimodal.

Dia 4 – Etnografia e processos coletivos de produção  (09/03 de 17h30 às 20h30)

Experimentação em processos etnográficos coletivos com imagens e sons. Filme e produção coletiva de conhecimento.

Dia 5 – Oficina de projetos  (10/03 de 17h30 às 20h30)

Neste dia, participantes do curso são convidadas a apresentar seus projetos de investigação em curso ou futuros e pensaremos coletivamente possíveis caminhos teórico-metodológicos tendo como foco a experimentação etnográfica.

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Datas

20 a 24 junho 2022

Inscrições até

Até 31 maio 2022

Local

Colégio Almada Negreiros NOVA FCSH, Campus de Campolide


Apresentação

Público Alvo

O Património Cultural Imaterial refere-se aos bens culturais imateriais, e elementos materiais e naturais associados, que são expressivos de identidades e memórias coletivas de grupos e comunidades. Em 2003, a UNESCO aprovou a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que entrou em vigor em Portugal em 2008, com o intuito de impulsionar o estudo, salvaguarda, valorização e divulgação da diversidade cultural e de fomentar o desenvolvimento sustentável.

Acreditado pela UNESCO no âmbito da Convenção para a Salvaguarda do Património Imaterial e com ampla experiência na investigação e promoção do PCI, o Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) convida agentes culturais, técnicos municipais e demais interessados a se inscreverem no curso “Metodologias da Antropologia para o Património Cultural Imaterial”.

 

Datas: 20 a 24 de junho de 2022

Horário: 10h00 às 18h00

Local: Colégio Almada Negreiros NOVA FCSH (Campus de Campolide)

Público-alvo: Agentes culturais, técnicos municipais, público em geral

Inscrição

valor: 170 euros
vagas: 10 (mín.) a 25 (máx.) participantes
prazo de inscrição: 31 de maio
prazo de pagamento: 8 de junho
cancelamento*: até 14 de junho
*O CRIA retém uma taxa de 10% na devolução da inscrição
formulário de inscrição
Contactos: +351 210 464 057 | cria@cria.org.pt | www.cria.org.pt

Organização: Centro em Rede de Investigação em Antropologia

Coordenação: Inês Lourenço, Joana Lucas, Marta Prista, Rodrigo Lacerda

Programa completo disponível para download abaixo.
Programa_CursoPCI_2022.pdf.pdf

Datas

27 a 31 janeiro 2020

Inscrições até

Até 19 janeiro 2020

Local

Colégio Almada Negreiros NOVA FCSH | Campus de Campolide

Horário

10h > 18h


Apresentação

Público Alvo

Agentes culturais, técnicos municipais, público em geral

Objetivos

O Património Cultural Imaterial refere-se aos bens culturais
imateriais, e elementos materiais e naturais associados, que são
expressivos de identidades e memórias coletivas de grupos e
comunidades. Em 2003, a UNESCO aprovou a Convenção para a
Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que entrou em vigor
em Portugal em 2008, com o intuito de impulsionar o estudo,
salvaguarda, valorização e divulgação da diversidade cultural e de
fomentar o desenvolvimento sustentável.
O Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA),
enquanto promotor de diversas iniciativas nesta área e ONG
consultora da UNESCO no âmbito da Convenção para a
Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, convida agentes
culturais, técnicos municipais e demais interessados a se
inscreverem no curso Património Cultural Imaterial que tem como
objetivo capacitar os participantes para os principais debates e
instrumentos implicados na sua conceção, inventariação e
salvaguarda.

Programa

Programa [PDF]

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Datas

3 a 7 julho 2023

Inscrições até

Até 18 junho 2023

Local

NOVA FCSH (Avenida de Berna)

Horário

17:00 - 20:00


Apresentação

Objetivos

A alimentação tem sido um tema abordado pela Antropologia desde os primórdios da disciplina. Nas últimas décadas multiplicaram-se os estudos antropológicos sobre alimentação, nomeadamente de cariz etnográfico, explorando temas tão diversos como: género, identidades, migrações, usos do passado, património, turismo, classes, nação, globalização, contribuindo para a afirmação e autonomização desta área de estudos. O curso “Comida, Identidade e Cultura: uma introdução da Antropologia da Alimentação” apresentado à Escola de Verão 2023 da NOVA/FCSH propõe-se refletir sobre algumas destas questões e enquadrá-las teoricamente à luz da Antropologia da Alimentação.

Programa

Sessão 1: Pensar a Antropologia da Alimentação no mundo contemporâneo: temas, tendências e metodologias  (Joana Lucas, CRIA – NOVA FCSH / IN2PAST).

Coordenação: Joana Lucas (CRIA-NOVA FCSH / IN2PAST)


Docentes: Joana Lucas (CRIA-NOVA FCSH / IN2PAST), Inês Mestre (CRIA, NOVA FCSH, ISCTE-IUL), Carlos Baptista (FLUC-UC)

Sessão 2: Dar sentido à mudança: práticas culinárias, identidade e memória em contexto migratório (Inês Mestre, CRIA – NOVA FCSH e ISCTE-IUL).

Sessão 3: Receituário da culinária portuense: contributos para o estudo da identidade e do património culinário da cidade do Porto (Carlos Baptista, FLUC-UC).

Sessão 4: O ritual, a religião e a alimentação: normas, práticas e transgressões (Joana Lucas, CRIA – NOVA FCSH / IN2PAST).

Sessão 5: Alimentação em museus: imaginando futuros. Apresentação e discussão dos resultados do exercício de pesquisa proposto no início do curso. (Inês Mestre, CRIA – NOVA FCSH e ISCTE-IUL).

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Datas

3 a 8 julho 2023

Inscrições até

Até 18 junho 2023

Local

NOVA FCSH (Avenida de Berna)

Horário

10:00 - 14:00 (2ª-6ª) | 10:00 - 15:00 (Sábado)


Apresentação

Objetivos

Este workshop teórico-prático visa ensaiar cruzamentos possíveis entre desenho e antropologia, enquanto disciplinas do olhar.

Na história dos métodos do pensamento etnográfico, o desenho ocupou um lugar variável e intermitente. Nos últimos anos, porém, voltou a assumiu um certo destaque (Afonso 2004; Kuschnir, 2011; Cabau, 2016; Cabau; Almeida; Mapril, 2017). Este workshop enquadra-se neste regresso ao desenho, entendendo-o como uma ferramenta vocacionada para a observação do real. Apesar deste movimento de retorno, atualmente o desenho etnográfico é praticamente inexistente dos currículos de estudos antropológicos (uma inspiradora exceção encontramos em Kuschnir 2014) e, talvez por isso, não está formalizado em termos estilo, metodológicos ou expositivos (Azevedo 2016). Enquanto no passado o desenho utilizado na pesquisa etnográfica parecia seguir certas tendências representacionais – como o desenho anatómico e o de cultura material, retirados de outras disciplinas como a botânica ou a arqueologia – a atual não normatização pode ser libertadora (Cabau 2016). Uma vez que não estão convencionados métodos para desenhar em antropologia, o método ideal poderá ser “o não método”, uma “prática intensiva sem outra fixação que não aquela que cada assunto exige” (idem 2016: 36-37). Com este fio condutor, serão proporcionados espaços de reflexão teórico-prática através de um processo de “thinking through making” (Ingold 2011). Além dos métodos de observação e representação referidos para investigar a cultura material e elementos orgânicos, pretendemos explorar técnicas de registo gráfico de coisas, pessoas e outros seres vivos, bem como das relações que estes estabelecem entre si. Para tal, realizaremos exercícios de observação em três contextos distintos.

Programa

Sessão 1: O que foi e o que pode ser o desenho etnográfico? Apresentação dos cruzamentos entre desenho e antropologia na história da disciplina; O registo de dados brutos do terreno/uma forma de comunicação de resultados. Exercícios introdutórios de treino do olhar e desnaturalização de elementos do quotidiano.

Sessão 2, 3, 4 e 5: Sessões práticas de desenho em contextos urbanos. Sessões dedicadas a exercícios práticos de observação/representação em diferentes contextos da cidade de Lisboa, com atenção às relações entre coisas, pessoas e outros seres vivos, visando experimentar várias técnicas de representação gráfica, estimulando, sobretudo, o treino do olhar.

Sessão 6: Sessão de desenho em contextos urbanos. Apresentação e exposição de resultados. Reflexões finais.

Coordenação: Sónia Vespeira de Almeida (CRIA-NOVA FCSH / IN2PAST)
Docência: Sónia Vespeira de Almeida (CRIA-NOVA FCSH / IN2PAST), Daniela Rodrigues (CRIA-NOVA FCSH / IN2PAST) e Joana Miguel Almeida (CRIA-NOVA FCSH / IN2PAST)

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Datas

28 a 30 setembro 2023

Inscrições até

Até 10 setembro 2023

Local

NOVA FCSH

Horário

10:00 - 17:00


Apresentação

Público Alvo

Students, researchers and professionals in the fields of Anthropology, Social Sciences and Biological Sciences.

Number of participants: minimum 5 / maximum 20

Price: 90€ (20€ for students and 50€ for CRIA’s members)

Registration: The enrollment form includes a field for participants to write a brief justification of interest in the course (Portuguese or English) and explain which of these situations they are in: 1) I have never used GIS and I’m not familiar with mapping; 2) I have knowledge on some of the basics (what is a vector, raster), 3) I have previously used GIS for basic mapping, but I would like to know more. Students must provide a proof for enrollment in a university to carlos.moreira@cria.org.pt in order to apply for student prices.

Objetivos

Summary

Mapping is an essential tool for describing and understanding how humans and non-humans inhabit and share an environment. 

In shared landscapes, mapping, animal observations, habitats and landmarks (human occupation of land; e.g., agricultural fields, fountains) allows us to analyse the spatiotemporal dynamics of human-wildlife coexistence.

This course will provide basic tools for mapping multispecies occurrence and interactions with QGIS, which can be useful for researchers and students undertaking fieldwork. Examples of map construction in the context of anthropology and primatology fieldwork will be used. Participants will also get familiar with remote sensing, including accessing and processing satellite imagery and exploring openly available datasets (e.g., human population density, forest cover, protected areas).

Material: Each participant/student must bring their laptop

Coordination: Amélia Frazão Moreira and Tânia Minhós

Trainer: Elena (Hellen) Bersacola – Postdoctoral researcher associated with the Centre for Ecology and Conservation (University of Exeter). Hellen's research focuses on understanding human-wildlife interactions within complex socio-ecological systems using different techniques including camera traps, interviews, spatiotemporal models and analysis of remote sensing data. During the past eight years Hellen has worked in Guinea-Bissau, West Africa, and currently co-directs the Cantanhez Chimpanzee Project, a multi-institutional network of researchers and conservation practitioners working on primate ecology, health and conservation in Cantanhez National Park, a protected agro-forest landscape in Guinea-Bissau.

Programa

The course will be taught in English, face-to-face, combining the manipulation of mapping tools, using selected case studies for practical exercises.

The contents will be as follows:

- Introduction to mapping: You will be introduced to GIS and its components, including coordinate reference systems, vector and raster layers, different geoprocessing and analysis tools. We will access freely available shapefiles, including country and administrative areas, protected area borders and species geographical ranges.

- Work with vector shapefiles. You will create a map comprising different vector shapefiles including points, lines and polygons, created from GPS data, using analysis tools and a reference map. You will know how to edit and extract data from shapefiles.

- Work with raster data 1: satellite imagery and other raster data for map visualisation. You will familiarise with ESA Sentinel and other freely available data, including forest cover and human population density. You will search, retrieve and create new layers from satellite imagery. You will learn how to create a map showing your study area, including 'true colour' satellite imagery, country and Protected Area borders and other elements (roads, villages).

- Work with raster data 2: extract raster data for statistical analysis. You will be introduced to the use of raster layers in statistical analyses, such as species distribution models, and learn how to extract data from raster layers at pre-determined spatial points to add to your dataset. As an example, you will create a raster of normalised difference vegetation index (NDVI) covering a protected area and extract raster values at survey locations.

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