No dia 21 de julho terá lugar mais uma sessão da iniciativa Forest Time, integrada no projecto artístico Eternal Forest. Esta sessão é uma de várias a decorrer entre 17 de maio e 26 de agosto no Parque Florestal de Monsanto, e consistirá numa conversa sobre biodiversidade em contexto florestal, relações humanas com a floresta e mudanças de atitude relacionadas e o papel das artes e da cultura na regeneração e proteção florestal.
Paralelamente, está a decorrer na Estufa Fria de Lisboa uma exposição associada ao projecto. A data final, 27 de julho, será celebrada com uma visita guiada pela autora.
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Sobre Eternal Forest:
Eternal Forest é um projeto artístico multidisciplinar iniciado em 2018 pela artista Evgenia Emets, que tem por missão comunicar ideias sobre ecologia e biodiversidade, ligando as pessoas à natureza e ao ecossistema florestal, através da arte.
O projeto é desenvolvido através da criação de obras e experiências artísticas na floresta e espaços naturais, desde passeios, performances, guias áudio, ateliês e sessões de reflexão, com o objectivo de sensibilizar para a proteção da natureza, dirigido a uma diversidade de participantes, desde o público em geral até um círculo multidisciplinar de especialistas, como cientistas, biólogos, arquitectos paisagistas, artistas plásticos, entre outros.
Conta com a parceria de várias organizações, como o Ce3c (Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais da Universidade de Lisboa), o CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia), o Parque Florestal de Monsanto e a Estufa Fria, o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.
O projeto Eternal Forest nasce da vontade e da visão de Evgenia Emets, artista multidisciplinar e poeta. Evgenia nasceu na Ucrânia e viveu entre Moscovo e Londres. A sua chegada a Portugal em 2017 coincide com o rescaldo dos grandes incêndios florestais daquele ano e que provocaram um número catastrófico de mortes nas zonas centro e norte do país. Depois de uma residência artística em Góis e de trabalhar de perto com as comunidades afectadas, Evgenia percebeu uma verdade cada vez mais urgente – a importância de espaço e tempo para um relacionamento mais próximo com a natureza, e a necessidade de um esforço conjunto para aproximar as florestas à nossa sociedade, através de uma aprendizagem mais focada em práticas contemplativas e em criatividade artística, do que numa educação formal.
É neste contexto de pós-destruição e tentativa de renascimento que surge a inspiração para o projeto Eternal Forest – a visão de criar 1.000 santuários florestais em qualquer parte do mundo, como espaços físicos protegidos pela biodiversidade, pelo menos por 1.000 anos.