“Davi Kopenawa: a Escola Yanomami dos Sonhos”
Uma iniciativa do ICNOVA e da NOVA FCSH conta com o apoio de CHAM, IHA, IHC, CRIA, LER DEVAGAR, FOLIO e da Embaixada do Brasil em Lisboa.
21 de outubro | 15h00 às 17h30
NOVA FCSH - Campus da Avenida de Berna. Torre B, Auditório B1
Entrada livre, sem inscrição prévia. Lugares limitados.
Xamã, líder espiritual e político do povo Yanomami, o autor de “A Queda do Céu: Palavras de um Xamã Yanomami”, David Kopenawa estará, pela primeira vez, em Lisboa, vindo à NOVA FCSH para conversar com a comunidade da Universidade Nova de Lisboa e o público em geral.
Esta conversa, que se realiza dia 21 de outubro, às 15h, no campus da Avenida de Berna, examinará como, para os Yanomami, os sonhos são uma escola para saber realmente as coisas e uma orientação para a vida, tornando-se uma disciplina a ser cultivada.
Enquanto na epistemologia ocidental, o conhecimento, fragmentado e hierarquizado, se tornou uma mercadoria, um recurso, na epistemologia Yanomami – que subjetiva em vez de vez de objetificar – o conhecimento é holístico: está ligado a tudo e todos são importantes. Não há categorização nem hierarquização. Rios, montanhas, árvores e animais são considerados “parentes” e não objetos de análise ou recursos a consumir. No Antropoceno, a visão Yanomami permite perspectivar outros modos de fazer face à crise ambiental.
A conversa com Davi Kopenawa é um pré-evento da Conferência Internacional “Counter-Image”, que acontecerá em novembro, e que terá como tema “Como falar com(o) a terra? Conhecimentos situados, métodos para desnomear e visões do umbral”.
Biografia
Davi Kopenawa Yanomami é xamã, escritor e uma das principais lideranças do povo Yanomami do Barsil. Presidente de honra da Hutukara Associação Yanomami (HAY), é reconhecido internacionalmente pela luta em defesa da Terra Indígena Yanomami e contra o garimpo ilegal. É autor, com o antropólogo Bruce Albert, das obras: “A Queda do Céu: Palavras de um Xamã Yanomami”, “O Espírito da Floresta” e “Në Rope – Economia da Natureza Viva”. O seu percurso já lhe rendeu o Prémio Global 500 da ONU (1988), o Prémio Right Livelihood, conhecido como o “Nobel Alternativo” (2019), a Ordem do Rio Branco (1999) e a Legião de Honra da França (2025).