Quando a gente não tá no mapa: a configuração como estratégia para a leitura socioespacial da favela

Investigador responsável: Vânia Teles Loureiro
Grupo de investigação: Desafios Ambientais, Sustentabilidade e Etnografia
Tipo de projeto: Doutoramento
Estado: Concluído
Palavras-chave: Favelas | Padrões Socioespaciais | Sintaxe Espacial


Instituição principal: CRIA
Instituições participantes:
Financiamento: CAPES (Brasil)
Referência:
Data de início: 01-03-13

Mais informação:

Resumo

Esta tese busca decodificar o sistema espacial da favela, enquanto entidade auto-organizada e espontânea, por meio do estudo de sua configuração. Entendidas frequentemente como frações segregadas e desorganizadas, as favelas tendem a permanecer interpretadas em seus problemas e suas carências, sem que sua espacialidade seja entendida durante o processo de atuação ou desenvolvimento urbano. A Teoria da Lógica Social do Espaço (HILLIER & HANSON, 1984) é adotada enquanto abordagem teórica, metodológica e ferramental, permitindo a leitura do objeto em sua complexidade espacial. São comparados 120 assentamentos localizados ao redor do mundo, explorados segundo um conjunto de 26 variáveis configuracionais (entre qualitativas e quantitativas, geométricas e topológicas). Os resultados são ainda balizados por amostra de 45 cidades portuguesas de origem medieval (exemplares da cidade orgânica) e pela pesquisa de Medeiros (2013) para 44 cidades brasileiras (ilustrativas de estruturas urbanas contemporâneas). O estudo tem como objetivo principal analisar em que medida a configuração das favelas, investigadas a partir de seus padrões espaciais, afeta as dinâmicas socioespaciais ali presentes. É intenção responder às seguintes perguntas: 1) há um padrão espacial na favela? e 2) em que medida a favela reproduz padrões espaciais inerentes à cidade orgânica e historicamente consolidados? As questões levam à construção da hipótese de que a configuração da favela revela padrões espaciais provenientes das suas práticas de auto-organização, que são responsáveis por dinâmicas urbanas de sucesso. A espontaneidade inerente, frequentemente subvalorizada pela sua sintaxe de difícil apreensão, revela-se um processo urbano catalisador de qualidade espacial a partir do momento em que sua complexidade é entendida e decodificada. Os achados revelam que a favela busca, na medida do possível, organizar-se dentro do sistema maior que a recebe, buscando conexões com a envolvente direta além de se estruturar internamente.

Investigadores do CRIA

IDNomeFunçãoProjTítuloTipo de projetoEstado
pub454*Maria Rosália GuerreiroOrientador/Supervisorproj344*Quando a gente não tá no mapa: a configuração como estratégia para a leitura socioespacial da favelaDoutoramentoConcluído
pub513*Vânia Teles LoureiroInvestigador Responsávelproj344*Quando a gente não tá no mapa: a configuração como estratégia para a leitura socioespacial da favelaDoutoramentoConcluído
Outros investigadores

InvestigadorFunçãoInstituiçãoProjOutrosTitulo_PT
Valério A. S. de MedeirosOrientador/SupervisorUniversidade de Brasíliaproj344*Quando a gente não tá no mapa: a configuração como estratégia para a leitura socioespacial da favela