✘ PROCEDIMENTO CONCURSAL DE SELEÇÃO PARA A CONTRATAÇÃO DE (10) DOUTORADOS/AS – Ref.ª CRIA-CD /01/2018

Período de apresentação de candidaturas: Entre 3 de abril de 2018 e 4 de maio de 2018.


CRIA-CD /01/2018

AVISO DE ABERTURA DE PROCEDIMENTO CONCURSAL DE SELEÇÃO PARA A CONTRATAÇÃO DE DOUTORADOS/AS AO ABRIGO DO ARTIGO 23.º DO DECRETO-LEI N.º 57/2016, DE 29 DE AGOSTO, ALTERADO PELA LEI N.º 57/2017, DE 19 DE JULHO.

1 – Em reunião da Direção, no dia 23 de fevereiro de 2018, foi deliberado abrir procedimento concursal de seleção internacional para 10 lugares de doutorados(as) para o exercício de atividades de investigação na área científica de Antropologia, em regime de contrato de trabalho a termo incerto, ao abrigo do Código do Trabalho, com vista ao desenvolvimento de atividades de investigação determinadas no Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA).

2 – A contratação dos(as) 10 doutorados(as) far-se-á ao abrigo do Decreto-Lei n.º 57/2016, de 29 de agosto, alterado pela Lei 57/2017, de 19 de julho, que aprova um regime de contratação de doutorados destinado a estimular o emprego científico e tecnológico em todas as áreas do conhecimento (RJEC), e do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, na sua redação atual.

3 – Os concursos são abertos ao abrigo do n.º 1 do artigo 23.º do RJEC para o desempenho das funções realizadas por bolseiros(as) doutorados(as) que cumpram os requisitos de elegibilidade à data de 31 de dezembro de 2017.

4 – A remuneração mensal a atribuir é a prevista na alínea a) do n.º 1 do artigo 15.º do RJEC, correspondente ao nível 33 da tabela remuneratória única, aprovada pela Portaria n.º 1553-C/2008, 31 de dezembro, no valor ilíquido de 2.128,34 euros.

5 – O local de trabalho situa-se num dos polos institucionais do CRIA (ISCTE-IUL, NOVA FCSH, UCoimbra ou UMINHO) e/ou noutros locais necessários ao desenvolvimento das atividades de investigação, de acordo com as indicações aprovadas pela Direção.

6 – Ao concurso podem ser opositores(as) candidatos(as) nacionais, estrangeiros(as) e apátridas que sejam titulares do grau de doutor(a) em Antropologia e detentores(as) de um currículo científico e profissional que revele um perfil adequado a cada um dos lugares a concurso. Caso o doutoramento tenha sido conferido por instituição de ensino superior estrangeira, o mesmo tem de obedecer ao disposto no Decreto-Lei n.º 341/2007, de 12 de outubro, devendo, sob pena de exclusão, quaisquer formalidades aí estabelecidas estar cumpridas até à data do termo do prazo para a candidatura.

7 –  São requisitos gerais de admissão a concurso os definidos no ponto anterior. Os requisitos específicos de admissão a concurso são os que a seguir se descrevem, sendo que cada candidato(a) deverá expressamente identificar a vaga a que concorre. Os candidatos devem ter competências e experiência prévia em:

Ref. 01/2018. Estudos antropológicos sobre populações imigrantes residentes em Portugal com origem na Índia

Este lugar destina-se a desenvolver um plano de atividades de investigação e disseminação de conhecimento antropológico: a) relativo às populações imigrantes de origem indiana residentes em Portugal; b) nomeadamente no que respeita as suas aceções e configurações de género; c) os vários domínios da sua cultura visual; d) o seu património portátil; e) com vista à dinamização de projetos museográficos e outros de dimensão colaborativa; e) com o objetivo de contribuir para o progresso da investigação no CRIA, nas diferentes vertentes do seu projeto estratégico focado nos desafios que se colocam às dimensões culturais e sociais na sociedade contemporânea.

Ref. 02/2018. Estudos antropológicos sobre turismo rural, ecoturismo e energias renováveis

Este lugar destina-se a desenvolver um plano de atividades de investigação e disseminação de conhecimento antropológico: a) relativo à ruralidade e sustentabilidade; b) turismo rural e ecoturismo; c) turismo insular e pesca tradicional; d) turismo, recursos naturais e energias renováveis em Portugal; e) com o objetivo de contribuir para o progresso da investigação no CRIA, nas diferentes vertentes do seu projeto estratégico focado nos desafios que se colocam às dimensões culturais e sociais na sociedade contemporânea.

Ref. 03/2018. Estudos antropológicos sobre produção cultural e identidade nacional em Cabo Verde

Este lugar destina-se a desenvolver um plano de atividades de investigação e disseminação de conhecimento antropológico: a) investigação comparativa sobre o papel da produção cultural na reprodução e difusão de distintas conceções de nação; b) nomeadamente através da análise das transformações da ‘cultura popular’; c) na influência recíproca entre o turismo, o desenho de políticas culturais e os processos de construção de identidade nacional; d) com o objetivo de contribuir para o progresso da investigação no CRIA, nas diferentes vertentes do seu projeto estratégico focado nos desafios que se colocam às dimensões culturais e sociais na sociedade contemporânea.

Ref. 04/2018. Estudos antropológicos sobre patrimonialização da arquitetura e modalidades de representação de identidades

Este lugar destina-se a desenvolver um plano de atividades de investigação e disseminação de conhecimento antropológico: a) relativo às políticas e práticas da cultura; b) em particular aos processos de objetificação e patrimonialização de expressões da arquitetura popular, erudita e moderna; c) abordados em relação com as modalidades de representação de identidades, nacional e cultural, social e profissional no contexto português; d) com o objetivo de contribuir para o progresso da investigação no CRIA, nas diferentes vertentes do seu projeto estratégico focado nos desafios que se colocam às dimensões culturais e sociais na sociedade contemporânea.

Ref. 05/2018. Estudos antropológicos sobre produção e consumo mediático em contexto migratório lusófono

Este lugar destina-se a desenvolver um plano de atividades de investigação e disseminação de conhecimento antropológico: a) relativo à produção de narrativas identitárias e nacionais em contexto migratório; b) especificamente na sua expressão mediática; c) suas configurações de género; d) nomeadamente em contextos migratórios lusófonos americanos e europeus; e) com o objetivo de contribuir para o progresso da investigação no CRIA, nas diferentes vertentes do seu projeto estratégico focado nos desafios que se colocam às dimensões culturais e sociais na sociedade contemporânea.

Ref. 06/2018. Estudos antropológicos sobre religiosidade transnacional no Sul da Europa

Este lugar destina-se a desenvolver um plano de atividades de investigação e disseminação de conhecimento antropológico: a) relativo à investigação comparativa sobre a prática religiosa quotidiana no contexto da crise socioeconómica e política do sul da Europa, nomeadamente em Portugal e na Grécia; b) especificamente na sua expressão de religiosidade transnacional e de pluralismo religioso; c) e nas formas como se praticam e combinam diversos caminhos espirituais, que vão da prática religiosa popular à medicina complementar e alternativa; d) com o objetivo de contribuir para o progresso da investigação no CRIA, nas diferentes vertentes do seu projeto estratégico focado nos desafios que se colocam às dimensões culturais e sociais na sociedade contemporânea.

Ref. 07/2018. Estudos antropológicos sobre marginalidade e delinquência juvenil no mundo lusófono. 

Este lugar destina-se a desenvolver um plano de atividades de investigação e disseminação de conhecimento antropológico: a) relativo às dinâmicas de marginalização e delinquência juvenil no mundo lusófono; b) explorando as respostas divergentes dadas a este problema social em países diferentes; c) nomeadamente a partir de pesquisa empírica em estabelecimentos correcionais; d) realizada numa ótica de investigação participativa, e) com o objetivo de contribuir para o progresso da investigação no CRIA, nas diferentes vertentes do seu projeto estratégico focado nos desafios que se colocam às dimensões culturais e sociais na sociedade contemporânea.

Ref. 08/2018. Estudos antropológicos sobre famílias de refugiados e integração social.

Este lugar destina-se a desenvolver um plano de atividades de investigação e disseminação de conhecimento antropológico: a) relativo aos processos de seleção e de integração nacional de refugiados procedendo do Médio Oriente; b) através da observação e acompanhamento etnográfico do enquadramento institucional subjacente ao processo; c) do relacionamento dos refugiados com técnicos e instituições de acolhimento; d) das políticas de integração institucionais; e) e das práticas sociais e culturais dos refugiados; f) com o objetivo de contribuir para o progresso da investigação no CRIA, nas diferentes vertentes do seu projeto estratégico focado nos desafios que se colocam às dimensões culturais e sociais na sociedade contemporânea.

Ref. 09/2018. Estudos antropológicos sobre cidadania pós-colonial luso-indiana

Este lugar destina-se a desenvolver um plano de atividades de investigação e disseminação de conhecimento antropológico: a) relativo ao impacto da religião católica nas experiências de cidadania pós-colonial das comunidades luso-indianas; b) na influência exercida pela teologia nas práticas e representações sociais sobre cidadania; c) atentando ao relacionamento destas comunidades com o Estado; d) e com populações nacionais de confissão muçulmana; e) com o objetivo de contribuir para o progresso da investigação no CRIA, nas diferentes vertentes do seu projeto estratégico focado nos desafios que se colocam às dimensões culturais e sociais na sociedade contemporânea.

Ref. 10/2018. Estudos antropológicos sobre o papel das religiões afro-cubanas 

Este lugar destina-se a desenvolver um plano de atividades de investigação e disseminação de conhecimento antropológico: a) relativo ao papel social que a religião afro-cubana, e em especial os processos de adivinhação, desempenham na contemporaneidade em Cuba; b) que tipo de relações sociais tecem os processos de adivinhação; c) que lugar social para a religião no espaço de um Estado socialista;  d) com o objetivo de contribuir para o progresso da investigação no CRIA, nas diferentes vertentes do seu projeto estratégico focado nos desafios que se colocam às dimensões culturais e sociais na sociedade contemporânea.

8 – A seleção das(os) doutoradas(os) a contratar realiza-se através da avaliação do percurso científico e curricular das(os) candidatas(os) aos 10 lugares a concurso. Em termos genéricos, esta avaliação incide sobre a relevância, qualidade e atualidade: a) da produção científica dos últimos cinco anos considerada mais relevante pela(o) candidata(o) e associada aos lugares a concurso; b) das atividades de investigação desenvolvidas nos últimos cinco anos e consideradas de maior impacto pelo(a) candidato(a) associadas aos lugares a concurso; c) das atividades de extensão e de disseminação do conhecimento desenvolvidas nos últimos cinco anos, designadamente no contexto da promoção da cultura e das práticas científicas, consideradas de maior relevância pela(o) candidata(o) associadas aos lugares a concurso; d) das atividades de gestão de programas de ciência, tecnologia e inovação, ou da experiência na observação e monitorização do sistema científico e tecnológico ou do ensino superior, em Portugal ou no estrangeiro.

9 – O período de cinco anos, a que se refere o número anterior, pode ser aumentado pelo júri, a pedido do(a) candidato(a), quando fundamentado em suspensão da atividade científica por razões socialmente protegidas, nomeadamente por motivos de licença de parentalidade, doença grave prolongada, e outras situações de indisponibilidade para o trabalho legalmente tuteladas.

10 – O sistema de classificação dos(as) candidatos(as) é expresso numa escala de 0 a 100 pontos.

11 – Os critérios da avaliação e seriação dos(as) candidatos(as) são os seguintes:

a) Produção científica, tecnológica, cultural ou artística, nos últimos cinco anos na área temática a concurso (0–35 pontos). Na avaliação deste critério ter-se-á em consideração as publicações científicas — livros, artigos em revistas científicas, capítulos em livros, working papers com revisão cientifica e atas de encontros científicos – comunicações em conferências, organização de eventos científicos nacionais ou internacionais, prémios e patentes.

b) Atividades de investigação nos últimos cinco anos na área temática a concurso (0 – 40 pontos). Na avaliação deste critério ter-se-á em consideração a participação e/ou liderança de projetos de investigação, a participação em redes e parcerias (nacionais ou internacionais), a orientação de dissertações e teses académicas, a participação em júris de provas académicas, a participação em equipas editoriais e a revisão de publicações científicas, atividades letivas e/ou formação avançada, atividades de gestão de programas de ciência.

c) Atividades de extensão, disseminação de conhecimento desenvolvidas nos últimos cinco anos na área temática a concurso (0–15 pontos), designadamente: de promoção e monitorização da cultura e prática cientificas; de divulgação à sociedade dos resultados de pesquisa; e de aconselhamento cientifico.

d) Carta de motivação (0-10), contendo: reflexão sobre a pertinência das atividades desenvolvidas nos últimos 5 anos para o presente concurso; perspetivas futuras do trabalho a desenvolver; reflexão sobre a adequação do candidato às funções a desenvolver e às atividades e plano estratégico do CRIA.

 

12 – Classificação e ordenação final. A ordenação final resulta da média das avaliações obtidas nos diferentes critérios de avaliação.

13 – Em conformidade com o artigo 13.º do RJEC o júri tem a seguinte composição:

Presidente: Antónia Pedroso de Lima (ISCTE-IUL)
Vogais efetivos:
Maria Cardeira da Silva (NOVA FCSH)
Amélia Frazão Moreira (NOVA FCSH)
Susana Matos Viegas (ICS)
Maria Celeste Quintino (ISCPS)

14 – O júri reúne e delibera através de votação nominal fundamentada de acordo com os critérios de seleção adotados e divulgados, sendo lavrada uma ata por cada lugar a concurso. A ata deve conter a explicitação dos critérios aplicados, bem como a lista ordenada dos candidatos aprovados com a respetiva classificação, para cada um dos 10 lugares a concurso.

15 A formalização da candidatura efetua-se mediante o envio de:

a) Curriculum Vitae detalhado e estruturado de acordo com os itens do ponto 11. deste edital;

b) Cópia dos certificados de habilitação;

c) Carta de motivação (máximo 1500 palavras) contendo: reflexão sobre a pertinência das atividades desenvolvidas nos últimos 5 anos para o presente concurso; destaque das 5 actividades/produções principais; perspetivas futuras do trabalho a desenvolver; reflexão sobre a adequação do candidato às funções a desenvolver e às atividades e plano estratégico do CRIA.

d) Um exemplar em papel ou em versão digital de três publicações consideradas mais relevantes pela(o) candidato(a);

e) Outros documentos que se considerem relevantes para a avaliação da habilitação e comprovação do currículo.

16 As candidaturas, devidamente instruídas com os documentos supramencionados e com menção explícita à referência do lugar a que concorrem, deverão ser entregues, pessoalmente, na morada do Centro em Rede de Investigação em Antropologia durante o período de abertura do concurso, ou enviadas por correio postal, com carimbo da data de expedição até ao último dia do concurso, para a seguinte morada:

Centro em Rede de Investigação em Antropologia
Av. das Forças Armadas
Ed. ISCTE-IUL, sala 2W2
1649-026 Lisboa

17 De acordo com o Decreto-Lei nº 29/2001, de 3 de fevereiro, a(o) candidata(o) com deficiência tem preferência em igualdade de classificação, a qual prevalece sobre qualquer outra preferência legal. As(os) candidatas(os) devem declarar na carta de apresentação, sob compromisso de honra, o respetivo grau de incapacidade, o tipo de deficiência e os meios de comunicação/expressão a utilizar no processo de seleção, nos termos do diploma supramencionado.

18 – Forma de publicitação dos resultados: os resultados finais da avaliação serão comunicados a todas(os) as(os) candidatas(os) através de correio eletrónico. As atas do processo de seleção serão disponibilizadas para consulta pública nas instalações do CRIA.

19 – Audiência Prévia e prazo para a decisão final: nos termos do artigo 121º do Código do Procedimento Administrativo, após notificados, os candidatos têm 10 dias úteis para se pronunciar. Num prazo até 90 dias, contados a partir da data limite para a apresentação das candidaturas, são proferidas as decisões finais do júri.

20 – Período de apresentação de candidaturas:

Entre 3 de abril de 2018 e 4 de maio de 2018.

21 – O presente concurso destina-se, exclusivamente, ao preenchimento das vagas indicadas, podendo ser feito cessar até a homologação da lista de ordenação final dos candidatos e caducando com a ocupação dos postos de trabalho em oferta.

22 – A seleção das(os) candidatas(os) a contratar depende das orientações e regulamentos aplicáveis por parte da Fundação para a Ciência e Tecnologia, e da verificação do cumprimento dos pressupostos administrativos neles constantes. O CRIA reserva-se o direito de anular o presente concurso caso os pressupostos referidos não estejam assegurados.

23 – A contratação das(os) candidatas(os) selecionadas(os) para cada um dos lugares a concurso está dependente da celebração de contrato-programa entre a FCT e o CRIA, nos termos do n.º 4 do art.º 23 do DL 57/2016.  Os encargos financeiros derivados da execução dos contratos com as(os) candidatas(os) selecionadas(os) oneram as dotações provenientes do contrato-programa celebrado com a FCT, nos termos do art.º 17º do mesmo diploma.


Atas da reunião do júri de seleção: