Laboratório de Antropologia Biológica e Osteologia Humana (LABOH)

Responsável: Francisca Alves Cardoso

Localização: Edifício ID, NOVA FCSH, Av. Berna, 26, 1069-061 Lisboa


O LABOH (Laboratório de Antropologia Biológica e Osteologia Humana) teve início como incubadora de estágios curriculares na área da Antropologia Biológica no Departamento de Antropologia da NOVA FCSH. Serviu de plataforma introdutória aos métodos e técnicas de análise em osteologia humana e decorrente aplicação na reconstrução de padrões de doença e comportamento no passado, e em antropologia forense. Após quatro anos de atividade, o LABOH adquire um renovado espaço físico e ambiciona novas metas. O LABOH encontra-se numa fase inicial de implementação, e procura ser um laboratório experimental e inovador na abordagem do estudo do ser humano, procurando a simbiose de métodos e técnicas de várias áreas de estudo (e.g. ciências digitais, artísticas, tecnológicas ou outras).

São objetivos centrais do LABOH:

  • O estudo do ser/grupos humano(s) numa perspetiva interdisciplinar, cruzando os dados da biologia com fatores ambientais, culturais e sociais;
  • A introdução de abordagens inovadoras de modo a fomentar o desenvolvimento da antropologia em Portugal, designadamente da antropologia biológica.

Atualmente, as linhas de investigação em curso no LABOH centram-se no estudo de espólio osteológico humano, focando:

  1. Questões éticas e legais associadas à utilização de material osteológico humano – recuperado em contextos arqueológicos e forenses, ou associado a coleções identificadas – no ensino e na investigação;
  2. A interpretação do passado com base na análise paleobiológica de material ósseo e fóssil, cruzando várias disciplinas e/ou áreas de estudo: a paleopatologia, a paleodemografia, a variabilidade humana, a paleoantropologia e a primatologia (numa base comparativa);
  3. A discussão de métodos e técnicas empregues na inferência do perfil biológico (i.e. idade à morte e diagnose sexual) e categorização de indivíduos;
  4. Questões relacionadas com a biologia do tecido ósseo, incorporados dados biomoleculares e histológicos, e suas interligações com a saúde/doença no passado e no presente;
  5. A exploração de dados etnográficos e arquivísticos como complementos de análise osteológica para a reconstrução de padrões comportamentais e de saúde no passado.