Governação, Políticas e Quotidiano

Coordenação: Elizabeth Challinor e Catarina Frois


Historicamente os antropólogos estudam como as formas de vida e identificações sociais das pessoas são moldadas por objetivos culturalmente condicionados e delimitadas por normas sociais e políticas. As abordagens convencionais ao estudo das políticas públicas centram-se nos “problemas” que estas visam resolver e nos desafios da articulação entre teoria e prática. As abordagens antropológicas tomam simultaneamente como objeto de estudo as vivências quotidianas e as políticas em si mesmas, implicando, assim, um amplo projeto de análise da cultura, da política e da economia, ao examinar os processos relacionais entre políticas, formas de vida, sentidos culturais, categorias de pessoas e instituições. Esta abordagem requer uma observação sobre práticas de governação, relações de poder e desigualdade. Requer, ainda, que se analisem os processos através dos quais diferentes populações são categorizadas enquanto grupos (juventude, migrantes, minorias e outros), bem como compreender de que forma as pessoas respondem ao impacto das políticas públicas para enfrentar as suas preocupações quotidianas.

O grupo de investigação, Governação, Política e Quotidiano aborda este tipo de questões focando: 1) a elaboração e implementação de políticas; 2) a complexidade das relações de poder entre pessoas e instituições; 3) a produção e contestação de discursos sobre direitos e obrigações sociais; 4) as políticas de identidade; 5) as representações culturais de formas de vida idealizadas. O foco principal destes estudos está centrado em áreas como família, saúde, assistência social, consumo, trabalho, segurança e criminalidade, género, justiça e direitos humanos. Os resultados destas investigações contribuem também para enriquecer o debate público e o desenvolvimento de políticas.

Investigadores
Projetos